O silencioso azul

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Imagine…

Ela não devia estar aqui. Essa angústia, esse vazio persistente dentro do peito. Me imagino caindo na água, ela está fria e tão azul. A luz da lua refletia perfeitamente nas ondas fracas daquela piscina. Lágrimas. O peito ofegante e um silencioso pedido de socorro. “Oque estava acontecendo?” isso me enlouquecia. As dúvidas eram insanas. Ar. Respirei profundamente, o máximo que meus pulmões podiam aguentar. Fechei meus olhos e me deixei levar água a dentro. Gritar. Gritar sem ninguém poder te escutar, e por fim cair em um abismo profundo. O silêncio era tão presente ali, calmo e qualquer barulho era acuado pela água. Não sabia ao certo o que estava fazendo. Perdida. Estava tão perdida e atordoada, sem nenhuma condição de tomar qualquer decisão. Por mais escondido que tivesse, a dor estava ali, a cobrança estava ali a todo momento me lembrando de decidir tudo. Ninguém pode escolher a não ser eu mesma e isso é assustador. Apagar as luzes por um momento e pensar nas coisas tão simples que eu desejava, e no mesmo instante pensar na barreira que existe ali. Sei que posso quebra-la, mas como? Não quero acender as luzes por enquanto, pode ser?

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2 comentários sobre “O silencioso azul

  1. En!uarboena!h! Acabo de leer tu post y tengo que decir que es realmente alentador!!! Muchas gracias por compartir esa experiencia, no conozco el curso COMO HACER LO QUE AMES pero me intriga muchísimo y ahora mismo voy de cabeza a echarle un vistazo!!!

    Curtido por 1 pessoa

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